Parece piada: Joesley Batista chama Temer de “ladrão geral da República”.

Confesso que precisei ler mais de uma vez para convencer meus olhos dessa estupidez gigantesca. Joesley Batista, hoje ex bandido graças à conversão milagrosa na igreja do Jesus gordo e nada divino, Rodrigo Janot, chamou o Presidente da República, Michel Temer (PMDB) de “ladrão geral da República”. Você não leu errado, esse senhor que lucrou às custas minha e sua, que pagamos impostos, em empréstimos muito benevolentes do BNDES, que financiou a construção do império que hoje ele possui, esse mesmo é o que acusa alguém de assaltar a república. Esse senhor que admitiu para o Ministério Público Federal e para seu guia espiritual, Rodrigo Janot, ter cometido nada menos que 245 crimes financeiros e não ter pago por nenhum deles, acha-se revestido de autoridade para chamar alguém de “ladrão”.

Em notícia publicada nesse Sábado pelo jornal Correio Braziliense, o conteúdo de uma nota liberada pelo santo dos últimos dias e delator super-premiado, Joesley Batista, expõe sua opinião de que o benefício da colaboração premiada é um direito  e que o ataque institucional do Temer contra este tal direito reflete a “incapacidade” de o presidente se defender “dos crimes que comete.”

Delação premiada, um direito? Será mesmo que isso está previsto na Constituição, que todo bandido ao cometer um crime, possa entregar os compadres afim de diminuir ou anular suas penas?

RESPOSTA: NÃO!

O recurso das autoridades ao benefício da colaboração premiada é única e exclusivamente em prol da investigação de crime. Ponto. Os tais benefícios cedidos ao delator acontecem em reconhecimento à colaboração prestada ao Estado. Isso não é um direito do réu. Pelo contrário, sua obrigação perante a lei é de não cometer crimes sob hipótese nenhuma. Além do que, evidentemente a autoridade investigadora pode aceitar ou recusar o teor do depoimento prestado pelo delator, se verificado que é inútil ou mesmo que não achar conveniente.

Tendo isso claro, novamente o ex-bandido ataca a honra de alguém e suas únicas provas até o momento são suas próprias palavras e uma conversa gravada ilegalmente que teve com o seu acusado. Em outras palavras nada de prova. Seria sim muito necessário que o esperto Joesley Batista demonstrasse por meio de documentos, assinaturas, ou mesmo com contas bancárias, que michel Temer de fato recebia valores em  propina. Sim, pois teríamos alguém para culpar. A turbulência causada pelo intocável protegido de Janot afeta hoje o brasileiro comum, eu e você, que somos afetados pelas instabilidades na economia todas as vezes em que o santo profere declarações tiradas do intestino grosso.

Mas em vez de dar provas do que acusa, Batista prefere ficar no campo da delação. Isso não é prova. Eu não confiaria em nenhuma palavra que sai da boca de um senhor que construiu sua empresa sob dinheiro  desviado de qualquer natureza. Não. Mas Rodrigo Janot, em sua sede de derrubar Michel Temer, parece salivar quando vê a oportunidade de engrossar a instabilidade política.

E essa nota do delator super-premiado saiu em resposta a uma nota liberada pela Presidência da República na sexta (01/09) em reação  à eminente divulgação da delação de Funaro. Você lê essa notícia clicando aqui. Ao que tudo indica, agora os delatores farão um sindicato em defesa do seu direito de cometerem crimes e se arrependerem depois?

Funaro, por sua vez entrou numa disputa com Eduardo Cunha. Sim, para ver quem entregava a cabeça do Presidente tampão. É evidente que foi essa a aparência que concluímos ao ler e ver as recentes declarações de Janot sobre ambos réus. O PGR afirmou por várias vezes que queria que entregassem que está acima, pois entregar quem está abaixo não era de valor. Eduardo Cunha, quando Presidente da Câmara dos Deputados, teria quem mais acima dele para entregar? E era basicamente com essa premissa que os delatores viam a possibilidade de se tornarem os novos Joesleys. Creio que ficou claro quem venceu a disputa.

 

Com informações de Correio Braziliense e G1.

 

Karlos Souza

Nascido em Montes Claros/MG em Janeiro de 1987, morador de brasília desde 2004, estudou Letras e literatura, mas sua paixão sempre foi a tecnologia. Fazendo um pouco de tudo, Karlos estudou também teologia e aventurou-se em escatologia. Fora das ciências humanas, também tem como hobby o estudo de astronomia e cosmologia, além de história e ciência política. Mesmo com tantos aspectos aparentemente difusos, ele consegue encontrar harmonia no significado que dá a todos eles e as devidas ligações que constrói para desenvolver seus artigos com base nesses assuntos.Trabalha atualmente na área de atendimento ao cidadão e é editor do blog Celentor.com.