Janot e a Conspiração que nunca houve.

Na semana onde a revista Isto É  revelou o terrorismo no qual procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e políticos vivem sob os desmandos ideollógicos do sr. Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, a notícia continua sendo o santo de todos os santos, Joesley Batista.  A voz do oráculo da virtude, o empresário dono dos Grupos JBS e J&F, o rei da carne bovina e da massa humana, aquele cujas palavras constroem caminhos de caos e destroem governos. Tamanha é sua capacidade profética, que logo mais poderia erguer um templo dedicado a sua figura. Ora, tantos milhões sobrarão de sua poupança duvidosa protegida pela justiça brasileira, que dinheiro para gastar com esse mimo, não falta. Joesley é o porta voz dos militantes da causa do fim dos dias, promovida e alimentada pelos seguidores de Janot e cultuadores dessas divindades controversas.

Assistimos imóveis a velocidade e  a ferocidade com a qual a imprensa e seus minions repercutiram a entrevista da revista Época com o delinquente mais amado dos últimos dias. Menos de 24 horas após uma matéria extremamente séria vir atona, expondo um suposto jogo de pressão e humilhação praticado por Rodrigo Janot para tirar do seu caminho procuradores e políticos que não o apoiem. De algum modo, os santos combatentes às organizações político-criminosas, não se importam com mau feitores de outras bandas. Sua vontade de sangue parece satisfazer-se com quem está no poder. Volto ao meu post onde abordei o que Fachin e Janot faziam com a população, transformando-a em caçadores de políticos.

Basta que um Joesley diga que o Presidente pediu uma certa quantia em dinheiro, dando como evidência apenas a própria palavra,  para que 10 mil heróis postem sob a notícia comentários  como: “bandido”, “canalha”, “ladrão”, “#ForaTemer”, entre outras.  Se você ousar lembrá-los da ausência de provas e da necessidade de seguir-se o devido processo legal, prepare-se para ouvir insultos e afirmações do tipo: “Você defende bandidos!” “Defensor de corruptos!”.

De outro lado, basta que um veículo de imprensa exiba uma gravação de dois Promotores, devidamente identificados com nomes e rostos, conversando sobre um ato bastante questionável que tem sido praticado pelo paladino da moral cívica, Rodrigo Janot, para que os heróis tomem total partido em sua defesa. “Mídia deve estar ganhando para combater quem combate a corrupção.” “Quanto Temer está pagando para a Isto É?” “Mentiras para acabar e desestabilizar a Lava Jato”, entre outras. E a teoria da conspiração dos que “querem barrar a lava jato” ergue-se fortemente.

Vê-mo-nos numa situação que seria no mínimo cômica,não fosse o oposto disso. O sr. Procurador Geral passou a ser o sinônimo da justiça. Ele que foi tão  benévolo com a condição desumana de delator sem prêmios, que era Joesley Batista, que tornou um acordo de delação entre o empresário e o MPF uma absolvição inédita de mais de 240 crimes. Esse senhor que é visto por uma parcela grande dos incautos como um exemplo de combate a corrupção, dá enorme celeridade ao processo para derrubar o Presidente da República, e arriscar entregar o país ao caos econômico, mas coloca em total sono criogênico o processo de um réu com mais de dez inquéritos e outras investigações como o Senador Renan Calheiros.

O que me choca, é essas pessoas, famintas por justiça e cheias de ódio pela evidente impunidade que ocorre,  não enxergarem a seletividade com a qual o sr. Rodrigo Janot trata provas, delatores e investigados. Suas ações ao meu ver, colocam o país na beira do retorno de um dos maiores corruptos que esse país já teve, Lula. Que o Procurador Geral seja petista de carteirinha, imagino que não é segredo para ninguém. Nego-me no entanto a conciliar as constatações de que suas ações emanam o  intento de abrir o caminho para o retorno do chefe da esquerda cega. Seria um tapa na face sua, minha e de todos que esperavam que com o impeachment da incompetente, digo, Presidente Dilma Rousseff, este país teria chances de se reerguer da fossa séptica na qual estava mergulhando.

E pergunto-me, até quando os militantes do partido do MPF e imprensa, vão defender a Lava Jato de uma Conspiração que existe apenas em suas mentes, e permitir que os maiores inimigos da própria operação a usem com o intuito de vencer pleitos pessoais e derrubar inimigos ideológicos?

Karlos Souza

Nascido em Montes Claros/MG em Janeiro de 1987, morador de brasília desde 2004, estudou Letras e literatura, mas sua paixão sempre foi a tecnologia. Fazendo um pouco de tudo, Karlos estudou também teologia e aventurou-se em escatologia. Fora das ciências humanas, também tem como hobby o estudo de astronomia e cosmologia, além de história e ciência política. Mesmo com tantos aspectos aparentemente difusos, ele consegue encontrar harmonia no significado que dá a todos eles e as devidas ligações que constrói para desenvolver seus artigos com base nesses assuntos.Trabalha atualmente na área de atendimento ao cidadão e é editor do blog Celentor.com.